Confira a história da nossa aluna Candance M. Mehaffey-Kultgen!

Nascida na Alemanha, Candace M. Mehaffey-Kultgen se mudou para os Estados Unidos ainda jovem, trilhando a sua carreira acadêmica na área de Negócios, Ética e Comportamento Organizacional. Professora Assistente na Fort Hays State University e com 30 anos de experiência, já deu aulas em países como Guatemala, Rússia, Estônia, China, Oriente Médio, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Suécia e Dinamarca.

A paixão de Candace pelo conhecimento e pelas diversas culturas do mundo faz com que ela seja muito mais que uma professora, mas um polo para aqueles que buscam verdadeiramente aprender, “sou velha o suficiente para ter sabedoria e nova o suficiente para saber que ainda preciso aprender mais” diz. Tendo passado a infância em um orfanato e, depois, sido adotada nos Estados Unidos com novas oportunidades de vida, lhe trouxeram um olhar único sobre Negócios e Educação.

Confira essa notável entrevista onde Candace M. Mehaffey-Kultgen conta como está sendo a sua experiência no programa Strategy & Marketing for Emerging Countries na Universidade Paulista, em São Paulo, Brazil, e compartilha detalhes sobre a sua trajetória e sua ideologia profissional!



Você está realizando o curso Strategy & Marketing for Emerging Countries aqui em São Paulo, Brazil. Qual foi a experiência mais marcante que você teve até agora?

Eu adorei todos os professores, eles trouxeram informações novas para a minha vida. Eu dou aula de Negócios em uma Business School nos Estados Unidos, mas não temos muita informação sobre o Brasil. Essa tem sido uma experiência encantadora em aprender como a economia funciona no Brasil e como os negócios reagem à pobreza. Eu amei cada minuto.



Atualmente você é Professora Assistente da Universidade Estadual de Fort Hays, Hays, Kansas. O curso está te proporcionando novas perspectivas no ensino?

Com certeza! Nesse momento nossa universidade não tem informações sobre o que está acontecendo no Brasil. Agora teremos uma perspectiva das economias emergentes na América do Sul. Quando eu voltar para os Estados Unidos, farei uma apresentação para a universidade inteira, para que eles possam entender e incrementar o que estou aprendendo aqui, levando isso para as salas de aula, seja em Business, Liderança, etc. Porque as pessoas sempre querem fazer novos negócios, principalmente para os países emergentes que eles gostariam de ensinar ou investir. Eu também darei palestras para a nossa comunidade. Passarei tudo que estou aprendendo, são coisas que meus alunos e colegas de trabalho não tem ideia sobre.



Você teve a chance de conversar com seus colegas de classe sobre a economia do país deles? Nós temos pessoas do Peru, Colômbia, etc., nas salas de aula. Como foi essa experiência?

Foi fascinante. Na turma nós temos pessoas dos Estados Unidos, Chile, Colômbia, Peru, Brasil e quando estamos conversando em sala de aula, trazendo todas as ideias e as informações culturais, isso faz com que eu tenha um insight além do Brasil, mas também sobre os outros países. Ter essas aulas, saber sobre o país de cada um e talvez viajar até lá, aprendendo individualmente o que comanda o mercado de trabalho, como eles estão trabalhando com a economia social, melhorando a vida das pessoas que moram ali, etc. Conversamos sobre muitas coisas, como por exemplo, a indústria do café. Foi uma experiência fascinante. O conhecimento é tanto! Eu não poderia anotar todas as informações tão rápido.



Houve um choque de realidade quanto às diferenças culturais do seu país e a cultura brasileira?

Acredito que teve uma conscientização. A cultura da grande maioria dos americanos e a cultura dos brasileiros é diferente em vários aspectos, mas não vejo como um conflito, só diferente. Para mim, quando se trata de culturas, não há certo ou errado, somente diferente. Quando eu penso nos termos da cultura brasileira, há diversas características maravilhosas. Áreas que precisam de melhorias no setor de Business, para ajudar os mais pobres em conseguir fazer dinheiro, lhes proporcionando melhores padrões de vida. Eu acho que isso é muito importante. Pelo que aprendi aqui, é algo que os brasileiros estão tentando fazer. Isso se alinha com tudo que eu acredito, mesmo que haja diferenças culturais. Há pessoas no ramo de negócios, professores, etc., que dizem “não nos importamos com os pobres! Os deixem descobrir o que fazer”. Eu não concordo com isso, independente da cultura. Dizer “Oh, eu não sabia disso! E se fizéssemos isso? E se fizéssemos aquilo?”, é pegar diversas culturas e criar algo novo a partir disso. É incrivelmente fabuloso.



Você é uma profissional acadêmica com várias certificações. Praticamente todos os temas dos seus trabalhos envolvem diferenças culturais, tanto no quesito empresarial como social. O que te intriga tanto nesse assunto?

Ah, não quero chorar! Nós precisamos ser os agentes da mudança. Nós sabemos que as pessoas têm seus direitos e devem ter coisas como comida, roupas, educação. Nós sabemos que educação é o que tira as pessoas da pobreza e dá uma chance melhor de vida. Isso significa que cultivar os valores que acreditamos, que vivemos todos os dias, juntando forças, pegando o melhor de cada cultura e desenvolvendo um plano de ação que toque a vida de todos, é importante. É por isso que eu educo. Todo aluno, quando eu vejo a lâmpada ligar, penso que é mais uma para participar do grupo que diz “não”.

O governo não pode fazer isso ou não fará, não sei, não quero entrar em questões políticas, mas para quem é isso? É para vocês, para mim. Se não entendermos as culturas das pessoas que estamos conversando, suas necessidades, suas vontades, não podemos construir nada bom. Se queremos mudanças, temos que entender cada um. Não precisamos dizer “eu te amo”, mas precisamos dizer “eu respeito seu direito de sentir-se como se sente e juntos podemos encontrar um ponto em comum para construir o futuro de todas as pessoas”.

Esse é o motivo por eu ser apaixonada por aquilo que leciono. Eu leciono Negócios, ainda faço consultorias e coisas do gênero, mas o meu objetivo maior é ensinar jovens a serem agentes das mudanças, unindo culturas ao invés de: “não, eu não gosto deles”. Isso não nos leva a nada, a não ser para baixo. Precisamos fazer com que as pessoas cresçam, isso significa trabalharmos juntos. Encontrar um terreno comum. E o terreno comum não é o dinheiro, é quem você é, o que sente, o que quer ver acontecer. É aí que a mudança começa e nos leva ao próximo nível. É o que espero fazer.



Quando você entra em uma sala de aula, qual o seu objetivo final?

Ensinar algo novo, para levarem consigo e usarem em seu trabalho. Não quero usar apenas conhecimento de livros, eu quero que eles vejam como isso se aplica, assim como os professores aqui fazem. Eles trazem a informação para a vida real e abrem espaço para perguntas, como foi na Natura (empresa brasileira que atua no setor de produtos para o rosto, corpo, etc.).

Quando uma pessoa está memorizando, não há conhecimento. Mas quando a pessoa consegue relacionar o que aprende com o que está vivendo, há um entendimento maior. Isso é conhecimento, pois ficará para sempre. Toda turma é uma transferência de conhecimento. Eu dou a eles algo que talvez já saibam, mas pela primeira vez eles associam com a vida prática. Vejo isso aqui no programa. Na Fort Hays University temos professores que não tem essa vivência nos negócios, isso é algo que a IBS Americas agrega e é valioso no mundo acadêmico e profissional.



O que é mais importante: método ou conteúdo?

Acho que os dois. Alguns aprendem com os erros, isso é conteúdo ou método? Eu acho que ambos são necessários. O seu método é baseado no seu conteúdo, o seu conteúdo talvez seja baseado em métodos que foram usados no passado. É uma combinação dos dois. Não tem um sem o outro.



O que você diria para alguém do seu país que está começando a ter o sonho de fazer um curso internacional no Brasil?

Diria: vá! Há muitas oportunidades! Especialmente para os nossos alunos de Business na Hays State University. Eu promoverei o programa e espero que os alunos vejam o valor, talvez investiguem por si só. Ter créditos pelas aulas que você está fazendo no verão, em um lugar tão lindo quanto o Brasil, que tem um maravilhoso e único ambiente de negócios, com diversas oportunidades, porque eles não iriam querer aprender? E minha experiência até agora tem sido tão fabulosa, que eu espero que vocês tenham muito mais alunos, não só da minha universidade.

Quem está lendo o blog, vocês devem participar dos programas da IBS Americas! É maravilhoso! Você aprenderá muito, fará muito dinheiro no futuro, terá conhecimento, créditos na universidade, o que há para não gostar? Venha para cá aprender sobre a cultura e veja qual programa trará mais oportunidades em seu país. Poder vem do conhecimento. Venha para o Brasil!



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